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O filme começa com um senhor em uma casa de repouso se voluntariando para ler para uma senhora que aparentemente está com Alzheimer. A voz do leitor do diário narra a história de dois jovens que se conhecem no verão e se apaixonam. Porém, há uma desigualdade social. Os pais da jovem forçam-na a ir embora antes do tempo. Ele lhe escreve uma carta durante os 365 dias do ano, mas sua mãe esconde todas.
Anos depois, ela encontra um jovem com quem fica noiva. Enquanto isto, ele constrói uma casa nos moldes que a mocinha um dia havia idealizado e não consegue se apaixonar por mais ninguém. Ao experimentar seu vestido de noiva, a jovem vê a face do rapaz diante da casa e desmaia. Ela parte ao encontro dele e passam dias maravilhosos juntos, para concretizar o que não conseguiram durante o verão.
Chega o momento da grande decisão: ficar com o noivo, ou com o grande amor da sua juventude. Ela opta pelo último.
O leitor não é nada mais nada menos que o jovem da história, lendo para sua amada que agora encontra-se com Alzheimer.
Ela lhe pedira que lesse o diário para que ela se lembrasse dele nos espaços de lucidez que viesse a ter no futuro.
Quando um dos seus filhos lhe chama de volta para casa, ele replica: That's my sweetheart out there. Traduzindo: Esta que vai ali é minha querida.
Em tempos quando os amores são tão líquidos, efêmeros, de curto prazo, um amor que luta contra Alzheimer, contra a separação, deveria ser mais contado.
Em tempos líquidos de egoísmo, de busca de auto prazer e auto satisfação, um amor que luta contra a separação deveria ser mostrado.
Em dado momento ela pergunta: será que nosso amor pode fazer com que partamos juntos?
ao que ele replica: nosso amor pode tudo.
Como seria bom que todo amor pudesse tudo, e que o amor como o deles, realmente existisse.